Encontro em Florianópolis – 30/09/17

O primeiro Barcamp de Tradutores e Intérpretes de Floripa aconteceu em comemoração ao Dia Internacional do Tradutor, no dia 30 de setembro de 2017. Após a oficialização pelas Nações Unidas, a data era mais do que apropriada para marcar o início de encontros na área de tradução e interpretação, além de proporcionar a ampliação do network profissional e acadêmico.

Antes de relatar o que aconteceu durante o evento, apenas uma contextualização de como surgiu o primeiro Barcamp. Após terminar o mestrado em Estudos da Tradução pela PGET/UFSC, vi que havia muito espaço para reuniões profissionais da área de tradução na cidade de Florianópolis. Mas foi só durante o último congresso da Abrates e da minha participação no primeiro Barcamp em SP, que surgiu a ideia de iniciar o Barcamp em Florianópolis. Com o apoio e orientação da Sheila Gomes, comecei a organizar a ideia junto com minha amiga Marta Oliveira.

Coincidência ou não, havia dois grupos (1 – Rossana e Marta & 2 – Karol e Emily) interessados em começar o Barcamp aqui em Florianópolis. A Sheila foi a responsável por nos colocar em contato. Descobrimos que estávamos trabalhando em paralelo para pôr em prática a ideia dos encontros. Após algumas conversas, resolvemos unir os dois grupos para criar o Barcamp Floripa. Como cada um dos grupo já tinha uma data em mente, decidiu-se manter as duas datas (30/09/2017 e 11/10/2017) e começar a aventura.

O local escolhido para o primeiro Barcamp Floripa foi o Mercado São Jorge, uma mistura de food truck e mercados diversos. Às 15h de um sábado chuvoso, a chegada foi tímida, mas aos poucos os integrantes dessa tarde inesquecível foram chegando. Minha amiga Natu Farina foi a primeira tradutora a chegar no local. Logo depois, foram chegando tradutores e intérpretes dos mais diversos idiomas. Amigas de longa data como a minha parceira Marta Oliveira e minha amiga de mestrado Talita Portilho. Inclusive tivemos a participação de uma integrante do Barcamp Porto Alegre, a intérprete Patrizia Cavallo.

A apresentação custou a acontecer, pois não esperávamos o som ambiente no local. Apesar do contratempo, aproveitamos para experimentar um belo café e começarmos a falar sobre as alegrias e percalços da profissão. Assuntos como valores, ética, mudança de profissão foram os mais abordados. Ficamos dispostos em uma grande mesa que comportou o total de onze tradutores e intérpretes, além de alguns acompanhantes. Após uma breve pausa do músico, começamos a nos apresentar em pé para que todos conseguissem ouvir. A ideia surgiu do Barcamp SP e foi ótima para um lugar movimentado.

A primeira a se apresentar foi a tradutora jurídica Adriana Maciel, ela nos contou um pouco da sua história e experiência na profissão. Eu (Rossana Cunha) me apresentei em seguida e apesar de não ter como profissão a tradução (sou desenvolvedora de software e pesquisadora na área de tradução), contribuí com minha experiência em localização de software e pela minha pesquisa sobre usabilidade em ferramentas CAT. A tradutora Talita Portilho falou da sua experiência profissional e sua pesquisa de mestrado na área de didática da tradução na PGET/UFSC. O intérprete Emílio Freire contribuiu com sua experiência na interpretação sobre sua área de estudo: Educação Física.

A tradutora e professora in Company Marta Oliveira explanou sobre sua experiência como secretária executiva em uma startup na área de informática e sua função “casada” de secretária e tradutora. A tradutora Natu Farina falou sobre sua experiência na área de tradução principalmente na área de turismo, ela é tradutora juramentada na Argentina. A intérprete e tradutora Patrizia Cavallo nos falou sobre sua experiência profissional e acadêmica, pois atualmente ela é professora substituta na UFRGS. A intérprete e professora in Company Simone de Paula nos contou sua experiência em interpretação e sua paixão por continuar ensinando inglês. O intérprete Paulo Freire relatou sua história como professor, tradutor e sua principal atuação no momento: interpretação simultânea.

O tradutor juramentado Manhal Kasouha nos contou sobre sua experiência com idiomas como o árabe e o russo, além de sua trajetória para o Brasil e sua pesquisa durante o mestrado em tradução na PGET/UFSC. Para fechar o encontro, a intérprete e tradutora Anna Barbosa nos contou sobre sua trajetória profissional como professora, examinadora da Cambridge e sua experiência na África do Sul, onde morou por vários anos.

Este é um pequeno resumo dos participantes, mas as conversas não pararam por aí. Falamos sobre a importância de se valorizar na profissão, quanto cobrar e como abordar clientes. As trajetórias contadas apenas relataram algo muito comum na área, a mudança de profissão, o início como professor de inglês, a tradução como uma de tantas funções do dia-a-dia, etc. Discutimos também sobre a criação de um grupo para aumentar o network, não só de Florianópolis, mas da Grande Florianópolis e Vale do Itajaí. Além disso, conversamos sobre como será o próximo Barcamp Floripa, o qual acontecerá na Cantina de Vinhos da Pipa no dia 11 de outubro de 2017, véspera de feriado.

Outro assunto que discutimos foi como iniciar os Barcamps “propriamente dito”, ou seja, com palestras e discussões que interessam ao grupo. Enquetes nos ajudariam a determinar os temas abordados e como local foram sugeridas algumas associações locais. A ideia é que os encontros aconteçam sábado à tarde, proporcionando um encontro onde todos possam participar e que sejam produtivos.

Agradeço imensamente aos que puderam participar desse dia tão especial. Em particular, minhas co-organizadoras, Marta Oliveira e Karol Biscardi. Além da ajuda fundamental da Sheila Gomes e toda sua paciência para com marinheiras de primeira viagem.

Esperamos contar com a participação da área profissional e acadêmica.

E que muitos encontros venham pela frente 🙂

Em breve, o próximo Barcamp Floripa quer unir ainda mais [email protected] e afins na Ilha da Magia. Não deixem de participar.

Este relato estará também disponível no blog do Barcamp Floripa: barcampfloripa.wordpress.com

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