Encontro em São Paulo – 22/09/18

** O mês do tradutor **

Bom dia, colegas! Como comemoram a última semana?

Aqui em São Paulo, de alguns dias para cá, tivemos oportunidades de nos encontrarmos para conversar um pouco sobre a nossa área e a diversidade que ela proporciona.

Os que estão na estrada há mais tempo já conhecem um pouco dessa característica; mas os que estão chegando agora ou que estão fora do nosso mundo podem não saber da amplitude da tradução.

No sábado dia 22 de setembro, junto ao evento “Burburinho Literário” no Instituto Goethe, fomos além da Literária e falamos um pouco sobre outras áreas da Tradução.

Embora o tempo fosse curto, as duas horas do evento foram muito bem aproveitadas e tentarei resumi-las nas linhas abaixo:

– Tradução Audiovisual: a colega Bianca da Costa falou dos desafios da área de dublagem. Ter uma boa voz não basta, é necessário levar em conta a forte característica artística da dublagem e a oralidade para que a fala soe natural ao telespectador. Como a nossa colega também teve experiência na área de artes, o trabalho fica mais autêntico e adaptado ao público. Como desafios: a limitação técnica e os prazos (de 20 a 30 minutos por dia para o roteiro).

Partindo para as áreas de legendagem e audiodescrição, as colegas Aline Scátola e Fernanda Brahemcha comentaram dos desafios técnicos de cada uma. Na legendagem, há a limitação de caracteres e os prazos cada vez mais curtos e, na audiodescrição: padrões sonoros a serem considerados e saber identificar o que é relevante descrever ao cliente. Elas também esclareceram que os títulos de filmes e séries são puros produtos de marketing e não escolhas do tradutor (o profissional não faz parte desse processo).

– Tradução Juramentada: a nossa colega Cristiane Tribst, atuante nessa área desde 1995, comentou da rigidez de confidencialidade e da seriedade de se trabalhar para um órgão do Governo. Há os Livros dos Registros de Traduções que precisam ser armazenados com cuidado e o fato de a assinatura do tradutor juramentado ter fé pública envolve uma imensa responsabilidade.

– Tradução Técnica: a colega Cátia Santana, organizadora do Tradusa e com ampla vivência em tradução na área farmacêutica, abordou as principais características dos textos técnicos: clareza e precisão. Foi interessante saber que muitos profissionais formados em áreas técnicas acabam migrando para a tradução, uma vez que dominam um idioma estrangeiro e já conhecem as terminologias. A Cátia também comentou que devido à padronização dos documentos técnicos, eles tornam-se passíveis de tradução automática, surgindo assim a pós-edição como uma área de atuação aos tradutores e revisores.

– Interpretação: a colega Beatriz Silke, intérprete do alemão, falou dos desafios de interpretar de um idioma com estruturas frasais diferentes das nossas (é necessário aguardar o verbo aparecer na frase). Além disso, é necessário jogo de cintura ao lidar com situações constrangedoras causadas por discursos inadequados. Um fato interessante foi saber que, no curso de interpretação em uma faculdade da Alemanha, aprende-se técnicas de anotação por 2 anos.

Cada área com seus desafios, clientes, ferramentas e perfis de profissionais, mas todas com um único objetivo: transmitir a mensagem do cliente ao público.

Há espaço para todos, basta buscar especialização, ter organização e ética para conseguir clientes e mantê-los.

Foi um prazer ter participado de mais um encontro e que cada mês de setembro seja comemorado com eventos que trazem mais visibilidade a nós, tradutores e tradutoras de São Paulo e do Brasil!

Comentários 1

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *