Encontro em São Bernardo do Campo – 24/02/18

O III Barcamp do ABC foi um sucesso.

Para iniciar esse relato, temos o prazer de registrar que, nesta edição, realizamos o evento em um novo local, a Universidade Metodista de São Paulo, campus Rudge Ramos. Após negociações na Escola de Comunicação, Educação e Humanidades, com o coordenador Sílvio Pereira e as professoras Patrícia Sosa e Betânia Cielo, foi-nos cedido um espaço confortável e livre para uso no período da tarde, com recursos de tecnologia e conexão à Internet. Tal parceria demonstrou-se bastante promissora, tanto pelo acolhimento da proposta do movimento independente de barcamps, quanto pelo potencial público de aspirantes que poderemos atrair. Muito temos a agradecer à Metodista e a seus professores e, com certeza, com mais divulgação no próximo evento, teremos ainda mais sucesso e participantes.

Ao todo compareceram 29 pessoas – os convidados para apresentação, membros da organização, professores e participantes em geral – do ABC, São Paulo, Santos, Guarulhos, a convidada de Curitiba, dentre outros.

Vários colegas, que vieram participar pela primeira vez, trouxeram suas experiências em idiomas como espanhol, italiano e francês, para não ficarmos na hegemonia do inglês. Outros colegas, já participantes desde a primeira edição, reforçam nossa impressão de estamos no caminho certo. Após os devidos registros e a organização da sala, tivemos uma breve apresentação de Danilo Nogueira a respeito do livro virtual sobre técnicas de tradução que prometeu publicar, gratuitamente, na semana seguinte.

A programação do dia esteve a cargo da tradutora Sheila Gomes e do intérprete Marco Gonçalves. Sheila Gomes, tradutora radicada em Curitiba e veterana nos movimentos de barcamps, contribuiu com a oficina “Mais diversidade nos eventos”. Em sua fala, de grande valor para nós, questionamentos importantes para tradutores e profissionais das palavras: como e por quê falar em público, como perder as amarras da exposição e colocar-se perante a audiência com mais tranquilidade. Um dos objetivos era de fato ser um incentivo para que os colegas se animem a compartilhar suas experiências e reflitam sobre o que fazem e o que pretendem fazer. A participação espontânea mobilizou a todos em vários momentos.

Um breve intervalo para comidinhas, café e conversa iniciou o processo de networking entre colegas, de diferentes idiomas e formações culturais.

O tradutor e intérprete Marco Gonçalves, por sua vez, falou de suas experiências como membro da missão de paz das Nações Unidas em Timor Leste, mostrando uma faceta da profissão que nenhum de nós conhecia. Geografia, história, direitos humanos, linguística e funcionamento de missões de paz – de tudo um pouco aprendemos com sua apresentação, a qual inclusive nos mostrou um idioma desconhecido: o tetum. Um lição de vida, literalmente.

O clima de informalidade e interatividade esteve presente o tempo todo.

A mudança do horário matinal para a tarde parece ter agradado a todos os presentes. E logo teremos mais uma edição, com mais novidades.

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