Pergunta ao profissional: antes e depois

escherHá algum tempo discutimos a possibilidade de trazer os resultados das discussões do grupo para esta página. A ideia é beneficiar aqueles que não puderam comparecer aos encontros, talvez até por não saberem ainda de sua existência.

Assim, decidimos replicar aqui uma atividade que fizemos algumas vezes: a Pergunta ao profissional. Ainda que baseadas numa atividade simples — responder perguntas que ilustrassem aspectos únicos da experiência e prática de cada um — foram trocas de informação muito ricas e que achamos que valeria a pena compartilhar.

Funciona assim: qualquer pessoa pode responder à pergunta apresentada, usando a seção de comentários logo abaixo. Cada resposta que aparecer será incorporada à publicação.

A pergunta de hoje então é: conte algo que você acreditava em relação à prática da tradução ou interpretação antes de entrar na profissão e que hoje você sabe que não é como você pensava.

Thiago Hilger: “Um mito da tradução que eu só identifiquei depois de me tornar tradutor é que a maior demanda de tradução é do segundo idioma para o idioma nativo, e não o contrário. Antes de traduzir profissionalmente, eu acreditava que o mais importante era ter meu inglês perfeito, e só depois percebi que, dada a demanda, é meu português que precisa ser perfeito. Outra coisa que eu não sabia era sobre o uso das CATs. Eu achava que tradutor só usava o Word e dicionários.”

Márcia Nabrzecki: “Eu tinha concepções errôneas que muitos leigos têm, por, na verdade, jamais ter pensado muito no assunto: tradutor trabalha com literatura ou filmes de cinema (e só); o tradutor é quem define o título (às vezes absurdo) dos filmes que passam no cinema; o tradutor tem acesso ao filme que está traduzindo (então, se há um erro grosseiro na tradução é porque não se deu ao trabalho de ver a cena), e por aí vai…”

Sheila Gomes: “Eu não tinha noção de quantos programas existem para auxiliar o trabalho do tradutor, e confesso que achava muito chata a tradução direta nos documentos, além de a correção ser arriscada, pois não é raro deixar passar erros por cansaço, por exemplo. Outra coisa que me chamou a atenção foi o apoio dos grupos T&I, sempre há gente disposta a ajudar e compartilhar conhecimentos, tanto on-line como presencialmente. Quem já participou de congressos e outros tipos de encontro sabe como é empolgante ter essas oportunidades de aprendizado e de conhecer tanta gente interessante.”

Comentários 2

  1. Oi Sheila! 🙂
    Um mito da tradução que eu só identifiquei depois de me tornar tradutor é que a maior demanda de tradução é do segundo idioma para o idioma nativo, e não o contrário. Antes de traduzir profissionalmente, eu acreditava que o mais importante era ter meu inglês perfeito, e só depois percebi que, dada a demanda, é meu português que precisa ser perfeito.
    Outra coisa que eu não sabia era sobre o uso das CATs. Eu achava que tradutor só usava o Word e dicionários.
    Se eu lembrar mais alguma coisa eu volto aqui para contar.
    🙂

    • Eu tinha concepções errôneas que muitos leigos têm, por, na verdade, jamais ter pensado muito no assunto: tradutor trabalha com literatura ou filmes de cinema (e só); o tradutor é quem define o título (às vezes absurdo) dos filmes que passam no cinema; o tradutor tem acesso ao filme que está traduzindo (então, se há um erro grosseiro na tradução é porque não se deu ao trabalho de ver a cena), e por aí vai…

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